Números do Coaching

Pesquisa aponta que executivos brasileiros são os que mais utilizam e dependem do serviço para a melhora do ambiente profissional

SÃO PAULO – Uma recente pesquisa da Robert Half revela que o Brasil é um dos países que mais se destacam em coaching no mundo. De acordo com o levantamento divulgado na última sexta-feira (10), enquanto 55% dos profissionais do globo acreditam que a realização de coaching por seu chefe é realmente eficiente na melhora de desempenho dos colaboradores, no Brasil este índice é de 77%.

Já quando questionados sobre a periodicidade deste coaching, a maioria dos empresários brasileiros (70%) relata que o mesmo costuma ser realizado por seu gestores ao menos uma vez por mês, enquanto 32% fazem o treinamento semanalmente e outros 14% diariamente.

No mundo, os que afirmam não receber coaching de carreira dos gestores correspondem a 29% dos consultados. Já os que têm essa oportunidade ao menos uma vez no ano correspondem a 20%. “Em nações como Japão, Holanda e Alemanha, mais de um terço registra que não acontece nunca. Tal resultado mostra a dependência e correlação de forças entre os profissionais e os chefes no Brasil”, diz o managing director, da Robert Half Brasil, Fernando Mantovani.

Dependência
A pesquisa aponta ainda que se por um lado o Brasil se destaca pela eficiência deste serviço, por outro não fica atrás quando o assunto é a dependência. De acordo com o levantamento, enquanto a média global dos países dependentes desse serviço está estimada em 78%, no Brasil a mesma é de 94%.

Ocupam ainda posições de destaque Singapura e Hong Kong, com 95% e 88% das menções dos entrevistados, respectivamente.

Motivação
No que diz respeito à motivação dos contratados, o levantamento revela ainda que o coach de carreira traz impactos positivos para 88% dos profissionais brasileiros e 84% para os de Singapura. Os que se sentem menos beneficiados com o serviço, no entanto, são os colaboradores da Holanda (47%) e da França (52%).

Pesquisa encomendada pela International Coaching Federation e realizada pela PwC com dados de mais de cinco mil profissionais da área espalhados por 73 países identificou:

  • Existem 41 mil coaches em atividade em todo o mundo.
  • 2 bilhões foi o movimento anual em 2012.

Crescimento no Brasil

  • De 350 coaches em 2009 para 1.100 em 2012.

Tendência de crescimento no Brasil

  • Na América do Norte existem 40 coaches para cada milhão de habitantes.
  • No Brasil esse número é de apenas 4,4 coaches por milhão de habitantes.

Remuneração

  • A média global de remuneração de um coach em 2012 foi de US$47 mil, na América Latina o valor cai para US$34 mil.

Procura pelo coach e comparativo de remuneração

  • A América Latina e a Ásia são duas regiões onde mais registraram aumento do coaching, tanto na remuneração, quanto na procura pelo Coach e o valor hora de 29%.
  • Na Europa ocidental, que concentra 40% dos coaches do mundo, o número foi de 19%.

Aumento de remuneração

  • Os Latinos são os mais otimistas, mais de 80% esperam aumentar a renda nos próximos 12 meses, ante 69% na Europa.

(Fonte: Jornal Valor Econômico – SP – de 22/10/2012)

A ABRH Nacional – Associação Brasileira de Recursos Humanos, divulgou pesquisa realizada com 100 diretores e gerentes de RH das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, das quais 90% estão no eixo sul-sudeste e 39% no segmento da Indústria e Serviços, constatou:

  • Há disseminação da prática e do conhecimento do coaching.
  • A metodologia não está clara nas empresas.
  • Coaching está sendo usado para preparar a carreira e para desenvolver atributos de liderança.
  • São as empresas que contratam o coach e não o coachee.

(Fonte: ABRH Nacional, Fórum de Coaching – RJ dias 27 e 28 de junho de 2013)

Pesquisa realizada pela Mckinsey Global Institute aponta que em 2020 haverá “apagão” de profissionais qualificados:

  • A economia mundial vai enfrentar falta de até 40 milhões de trabalhadores com nível superior, isso representa 13% da demanda por esses profissionais.
  • Cerca de 16 milhões serão exigidos em economias avançadas, que já sofrem com o envelhecimento da população.
  • Em países em desenvolvimento, a criação de novas vagas na indústria e no setor de serviços exigirá 45 milhões de profissionais com ensino médio, representando 15% da demanda. 13 milhões irão faltar apenas na Índia.
  • Ao mesmo tempo, haverá excesso de até 95 milhões de trabalhadores com baixa qualificação em todo o mundo em relação às vagas disponíveis. Em economias desenvolvidas, significa até 35 milhões de profissionais sem curso superior a mais do que o demandado pelos empregadores.
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